O Fim do Mundo parte II
Depois de muito tempo, vamos retomar esse blog, agora com mais responsabilidade e frequência.
O texto anterior foi o pontapé inicial para o debate sobre o fim do mundo e o novo homem, ou nova humanidade, que deve surgir depois da purificação do ser humano dentro do planeta Terra. Quando nossa casa não for mais um orbe de expiações e faltas, entrando na categoria de Mundo Regenerador, os seres vivos que ainda permanecerem aqui vão estar em um novo patamar evolutivo.
Saímos de uma grande era de coletividade, quando a religião, os costumes e até mesmo a sociedade em si agia de maneira muito mais coletiva do que individual: as comunidades em si eram mais importantes do que o índivíduo e os homens que se destacavam nesse meio eram retirados, nem que à força, do nosso convívio. Podemos citar bons exemplos: Jesus, quando critica os sacerdotes judeus, portanto, o status quo de um sistema, é crucificado. São Francisco de Assis, ao abolir a abundância e fartura em detrimento da humildade, também teve problemas dentro da igreja católica. Martin Luther King, ao apontar as responsabilidades da sociedade civil pela manutenção do preconceito racial, foi assassinado. E por aí vai.
Essa era de coletividade, quando estávamos sob o signo de Peixes (não por acaso símbolo do cristianismo) foi marcada pela procura dos erros do homem não dentro de si, mas em entidades quer personificavam o ódio pela humanidade: diabo, lúcifer, encostos, demônios e assemelhados.
A intenção das orações era que fôssemos protegidos contra esses seres espirituais e, caso a gente não consiga resistir às tentações, é só colocar a culpa neles que tudo se resolve sem problema algum.
Com a virada vibracional do planeta terra, quando entramos na era da transmutação através de Saint Germain e da chama violeta, o foco deixa de ser a coletividade em si para o indivíduo; não devemos mais procurar a divindade, os milagres e a cura para nossas mazelas fora de nós mesmos. Passamos a ser orientados que temos Deus dentro de nós, somos uma parte Dele e temos todos os potenciais da divindade esquecidos dentro do nosso coração.
A humildade, caridade, perdão e amor ao próximo são as máximas dessa era. Os erros e pecados não estão no próximo, mas sim, dentro de nós, esperando apenas uma oportunidade para sair e desmascarar a hipocrisia que impera nas relações sociais.
Essa era de individualismo não pode ser confundida com egoísmo. A intenção está longe de se isolar do resto do mundo como fazem erroneamente muitos iogues e "sábios" pelo mundo afora. O que deve ser entendido por individualismo é justamente aceitarmos que o demônio reside unicamente dentro de nós e, através desses conhecimento, buscar a cura para si mesmo e para a humanidade em si.
Jesus deixou ensinamentos nesse sentido. Quando ele diz que não devemos orar para o Pai antes de nos reconciliarmos com nosso irmão, ele nos ensina que o ódio, rancor, egoísmo, inveja, enfim, todo sentimento negativo que levamos dentro do coração unicamente atinge a nós mesmos.
A cura do nosso planeta para sua evolução passa pela cura de cada um dos seres da Terra. A partir de uma auto-análise, podemos começar um trabalho dentro de nós mesmos. Isso nos dá a possibilidade de sermos um farol dentro das trevas que encobrem a visão de toda a humanidade.
Jesus, Buda, Krshna, Mohamed, Alan Kardec, Ghandi, Lutero, Martin Luther King e tantos outros foram pessoas que conseguiram se tornar candeias acessas para o homem. Conscientemente ou não, eles deixaram de lado o egoísmo inerente à condição atual de nossa raça para pensar na humanidade como um todo. Uns lutaram pelo amor universal e perdão, outros, para que pudéssemos aceitar a todos os homens como irmãos, sem distinção de raça ou credo.
Uns libertaram países sem levantar uma arma, mostrando que o homem pode, sim, fazer mudanças sociais sem invadir, prender, mandar matar ou espancar os seus semelhantes. Outros, trouxeram uma mensagem libertadora, mesmo que todo o meio em que viveram zombou deles, dando ao homem um alento de luz e paz.
O novo homem não apenas se espelha nesses exemplo, mas sim, age como eles. O novo homem deixa de lado seu egoísmo para se tornar um ser completo. Mas o que vem a ser um "ser completo".
O ser completo é o homem que se uniu à Grande Fraternidade Branca Universal, uma corrente de espíritos elevados que já compreendeu que a vida é mais do que dinheiro, propridades, sexo, bebidas, etc. (não estou criticando o dinheiro, as propriedades, o sexo nem as bebidas ou o que seja, apenas mostrando que a vida, em si, é muito mais do que isso).
Se unir a Grande Fraternidade não é algo que possa ser feito mediante um formulário de inscrição e o pagamento de uma taxa. Também não existe uma religião que dê o aval para esse passo evolutivo. Para se "filiar" a esse grupo, tudo depende do grau consciencial do homem e sua relação com seus irmãos (para ser mais específico: todos os seres vivos).
O cultivo de sentimentos elevados e de valores cristãos (perdão, caridade a amor ao próximo). Levar uma vida conforme o que prega e, principalmente, ter em mente a máxima de São Francisco de Assis: "é dando que se recebe", começam a habilitar o ser humano a ser merecedor de se tornar o novo homem.
O mais interessante disso é que, quando o Novo Homem foi maioria no mundo, as religião vão perder a sua utilidade, pois o "re ligare" já foi feito e todos faremos parte de uma grande família universal.
O Novo Homem, que pode ser mulher, criança, idoso, negro, branco, índio, norte-americano, brasileiro, africano, europeu, rico, pobre, indigente, enfim, pode ser qualquer um de nós, é a meta que devemos seguir e que vai nos habilitar a nos urnirmos ao Pai, Deus, Olorum, Zambi, Jeová, Alah, Tupã, Vazio ou o nome que preferir dar.
Depois dessa união, daí sim poderemos dizer que somos realmente felizes.

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