Monday, January 15, 2007

Cure sua vida

Um dos temas mais recorrentes dentro do meio espiritualista, seja ele judaico-cristão ou todas as outras formas de crença, é a cura do corpo. Jesus, para provar sua divindade, curava. Os santos católicos são escolhidos quando se realizam curas fantásticas através da sua intercessão. Dentro das igrejas evangélicas, pastores, obreiros e até mesmo fiéis medem a capacidade da crença apresentando curas fantásticas, com paraplágicos que voltam a andar, cegos que votal a enxergar e toda uma gama de façanhas de dar inveja a qualquer médico mais experiente. Mas de quem é realmente a responsabilidade pela cura corporal? Da religião ou da própria pessoa?

Voltando ao exemplo de Jesus, depois de todas as curas vinha o alerta: tua fé te curou. Buda, centenas de anos antes do mestre do cristianismo, já falava sobre a responsabilidade pessoal de cada um para "acabar com o sofrimento". Contudo, hoje em dia a saúde virou moeda de troca nas principais crenças brasileiras e do mundo. Como são maioria, os cristãos acabam tendo mais visibilidade nesse mercado. Mas umbandistas, espíritas, seguidores de religiões afro ou orientais também se comprometem nesse sentido.

A cura do corpo, seja de uma doença física ou mental, passa em grande parte pela fé do doente. Impossível combater uma patologia se a pessoa não quer ficar boa. E isso serve para a medicina tradicional também: se alguém desistir de viver, nem mesmo Jesus nos seus melhores dias conseguiria curar esse homem ou mulher.

E Jesus deixou isso muito claro quando responsabilizava a fé de cada um pelo milagre operado.

Deixando de lado as picaretagens que existem em qualquer religião, temos de analisar o real sentido da cura, qual a sua importância e porque elas ocorrem com tanta frequência.

Uma cura, principalmente se provada pela ciência, serve como base para provar o poder de Deus, seja qual nome a pessoa quiser utilizar para designá-lo. Como o ser humano tem uma tendência para se alinhar do lado de onde vem o poder, muitos líderes religiosos usam essa artimanha para mostrar como a divindade que eles pregam é poderosa, conseguindo operar "milagres" a quilo.

Quando o líder religioso está mal intencionado, ele pode usar o milagre (operado por Deus em cima da fé e do merecimento do doente) como forma de dominação e até mesmo controle sobre a pessoa: "agora você está devendo ao deus que estou pregando a sua vida, portanto, quero sua obediência".

Por outro lado, quando estamos falando de um verdadeiro líder religioso, aquele que veio para a terra para ajudar a libertar as pessoas dos grilhões religiosos (enquanto instituição), o verdadeiro processo da cura vai ser ressaltado.

A doença pode ser comparada a uma prisão. Quem possui alguma enfermidade grave ou crônica está preso a alopáticos e tratamentos complicados que buscam a sua cura ou, em casos mais graves, manutenção da qualidade de vida. No momento em que o milagre acontece (ressalto de novo: conforme o merecimento de cada um e a vontade do Pai) e a doença acaba, é uma sinalização do divino que:

1- A provação (doença) foi completada, portanto, a pessoa está liberta do mal para seguir com a sua vida adiante;
2- A fé da pessoa, também posta à prova através da patologia, venceu e, como recompensa, o homem ou mulher pode continuar com a sua vida sem esse impecilho;
3 - O karma relacionado com a doença foi consumido e a pessoa aprendeu com a patologia e pode seguir adiante.

Não é a palavra de Deus que cura, nem um padre, pastor, babalorixá ou Dr. Fritz da vida, mas sim o próprio doente. Jesus quase cansou de dizer: "tua fé te curou". E nós temos de colocar isso em prática através de atitudes simples:

1- Não dê mais importância para a doença do que ela merece: muitas pessoas adoram exibir os seus problemas como se fôssem mártires ou santos, que carregam a doença como se fosse a cruz de Jesus. O que o egoísmo dessas pessoas não os deixa enxergar é que isso somente vai afastar seus amigos e deixar seus familiares em uma situação muito desconfortável.
2- Não deixe de viver: essa dica é atrelada à de cima. Não deixe de viver por causa de uma doença, pois isso pode prejudicar a sua situação. A cura em crianças é muito mais fácil justamente porque elas não ficam se lamentando por causa da própria situação. Se não existirem ordens em contrário, caminhe, corra, role na grama, vá até uma praia, uma cachoeira, namore, brinque, enfim, faça tudo aquilo que tiver com vontade;
3- Mude de vida: a doença chega até as pessoas como um alerta para algo que está errado. Fumantes inveterados têm possiblidade maior de ter um câncer de pulmão e doenças cardíacas. Viciados em álcool, problemas renais. Pessoas muito amarguradas e que cultivam o ódio e o rancor também são um prato cheio para o câncer e doenças ocasionais. Todo munto tem defeitos e, em muitos casos, uma patologia é um recado do mundo espiritual para uma mudança na sua visão de vida;
4 - Nunca deixe de amar: se você tem uma doença grave, ame como nunca. Aprenda a amar seus familiares, seus amigos, seus colegas de trabalho, as pessoas nas ruas, a natureza, os animais, a água, o planeta, e, acima de tudo, amar a vida. Ficar se lamentando dentro de um quarto, amargurado com tudo e com todos, não colabora em nada, portanto, assuma seu lado amante;
5- Nunca deixe de sorrir: já notaram como os hospitais são lugares sérios? Só de falar nesses locais o ambiente já fica mais pesado. Deixe isso de lado e sorria, dê gargalhadas, alegre-se. Novamente, a tristeza e o desânimo servem apenas para fragilizar ainda mais o seu organismo. Pelo lado contrário, a alegria e as risadas ajudam a aumentar as suas defesas naturais, facilitando a cura;
6- Nunca deixe de falar: ficar deitado carrancudo em cima de uma cama só serve para irritar enfermeiros, médicos, amigos, familiares e colegas de quarto. Na medida do possível, conheça as pessoas que estão em sua volta. Fale com os médicos, com os enfermeiros. Conte algumas piadas se for o caso e tente tirar o próprio sofrimento da cabeça.
7- Nunca deixe de te fé: a fé move a vida e remove montanhas. Como Jesus ensina, tua fé pode te curar. Na realidade, ela é a única coisa que vai lhe manter vivo e dar uma oportunidade de cura. As pessoas que perderam a fé na vida, que desistiram de viver, não têm nada que as mantenha na carne, ou seja, são um prato cheio para a nossa amiga a dona Morte. Se você é ateu, então tenha fé na ciência. Se for cristão, reze para o Cristo. Não importa qual o tipo de crença praticada, o importante é deixá-la agir dentro do seu corpo, ajudando na cura.

São sugestões básicas e que todo mundo pode por em prática. Muitos podem dizer: "é fácil falar quando não está dentro da situação." No entanto, rebato: ficar chorando pelos cantos ajuda alguma coisa? Eu acho que não. E você?

1 Comments:

Blogger sintoniadeluz said...

ótimo texto.Obrigada e continue tentando trazer paz de espirito ao mundo.O Céu esteja consigo

9:11 AM  

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